terça-feira, 18 de outubro de 2011

Devaneio total

Focando em uma música só, falando com uma pessoa só, de todas minhas personalidades, tentando usar uma só, de tantos assuntos, buscando um só... não sei porque ainda tento, se eu nunca consigo.
Mas é, eu sou brasileira, não é mesmo? 
Pfff, pra mim isso é calunia. Talvez tenham sim os brasileiros que tem toda essa garra, e se quer saber mesmo, eu os admiro, gostaria até de ter um pouco dessa força de vontade.
É fácil chamar o próximo de irresponsável e de desleixado, mas se ponha no lugar dele, se bem que... esqueça. Muitas vezes nem ele sabe porque se colocou em tal situação e queremos entende-lo... queremos entende-lo quando nem ele mesmo se entende.
Mas sabe o que é pior? Insistimos nisso... certo ou errado?
Mania de usar minhas palavras no plural, sempre faço isso. Talvez me sinta solitária por achar que só eu faço essas coisas ou sou assim.
O ser humano é tão cheio de interrogações... será isso que nos faz querer entende-lo cada vez mais? Falo por mim... tenho sede de conhecimento e de entender sobre as pessoas, seus sentimentos e sensações, saber os seus porquês. Passo dos limites algumas vezes, quero entrar nas mais profundas intimidades, e o mais estranho de tudo é que algumas delas me deixam fazer isso, mas quanto mais fundo, mais interrogações.
Às vezes é melhor deixar as coisas como aparentam ser, deixe essa pessoa mostrar o que quer e te deixar ver o que ela acha que deve... afinal, você gostaria de ter toda sua vida aberta à qualquer pessoa?
E estou escrevendo... quem disse que no fundo não sou mesmo adepta à aleatoriedade? Ou meu subconsciente é que é?
Tenho as minhas desconfianças... perco o fio da meada a todo instante e deixo escapar as coisas mais confusas... se confusas pra mim, imagina para os demais.
Talvez seja bom ser um ponto de interrogação na cabeça das pessoas, há quem goste, e sabe porque? Minha resposta é que quanto mais tempo você gasta tentando se responder, mais você pensa nessa pessoa e implanta ela no seu dia-a-dia... logo ela está tão presente... você não consegue evitar. E as coisas mais simples podem lembrar esse alguém. E então você mais uma vez se pega tentando responder o porque disso e daquilo.
Eu ouço essa música, e que música... acho que já agradeci a criatura amável que me apresentou isso, e se não, faço isso agora.
É uma coisa extraordinária... eu viajo sim por um mundo que não é meu, fecho os olhos e as imagens vem, os pensamentos voam. Se tem algum porém nisso tudo é que as coisas ficam mais bagunçadas do que já são, mas eu não me importo. O dia que eu resolver organizar isso tudo, vou ter um trabalho e tanto, assim como o dia em que eu resolver dar valor as verdadeiras prioridades da vida, e não às coisas superficiais, como venho fazendo... deixando que umas entrem nos lugares das outras. Coisas que nunca deveriam ter saído do lugar de origem e coisas que nunca deveriam ter tomado o posto inicial.
Mas se assim foi, quem sou eu pra questionar... bom, eu sou eu mesma, e se me deixei levar por algum motivo foi, mas não quebrarei a minha cabeça antes do tempo, eu só sei que NADA É POR ACASO.
E você de mim... deve imaginar que sou uma louca. Obrigada, já não chega a mim como insulto, me acostumei, me aceitei, seja lá o que for, sou o que sou e eras isso.




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