sexta-feira, 4 de novembro de 2011

04-11-11 Sexta-feira. Ouvindo Nightwish.

A janela aberta, o vento passando pela fresta, e os gritos, a fumaça, as cinzas.
E ela achando que sempre seria o centro das atenções, e talvez fosse, ele não sabia pra mais onde olhar, mal sabia disfarçar. Quando aquele copo de vinho tinto caiu encima de seu decote, no mesmo instante ambos começam a rir... se era felicidade ou já os vários copos de bebida fazendo efeito, isso ninguém nunca descobriu.
Ela não parecia infeliz com o líquido escorrendo pelo seu corpo, sorria como se nada tivesse acontecido e seguia a sacudir seu corpo daquela forma. Batia nas pessoas que estavam ao seu redor, ninguém parecia se importar. Ele se mistura e na primeira batida dela ele devolve-lhe um soco e fica ali, parado, vendo o sangue dela entre seus dedos. Ela olha pra ele, lambe o sangue que lhe escorre do nariz e segue sua dança frenética.
Acende um cigarro e segue observando ela de longe... caminhando, ficando cada vez mais distante, até onde não consegue mais vê-la. Segue sua caminhada sem destino, termina o cigarro anda alguns passos e para.
Dá um soco na parede, vira a esquina e faz a volta no quarteirão. Entra lá de novo com os olhos quase sangrando, caminha até ela, pisando muito firme. Parado na sua frente agarra seu braço grosseiramente, mete o rosto entre os cabelos longos dela e a puxa, arrastando até o corredor escuro que leva aos banheiros.
Ainda no corredor joga ela contra a parede, posiciona o rosto entre seus seios e segue o rastro do vinho tinto por todo lugar onde ele passou... subindo novamente para em sua boca e numa mordida faz seu lábio inferior sangrar, com os dedos limpa o sangue da boca e do nariz dela e então lambe os dedos lambuzados como se seu sangue fosse qualquer outra coisa. Volta à boca dela, limpa o que de sangue ainda tem ali com a língua e vai deslizando até a orelha, morde a orelha, pela primeira vez delicadamente. E então desce até o pescoço e sem a menor piedade crava seus dois caninos enormes e suga seu sangue.
Em questão de segundos o cadáver quase seco cai, ele limpa a boca com a manga da camisa, passa pelo bar e pega uma garrafa de cerveja e segue mais uma vez sua caminhada.