quarta-feira, 25 de abril de 2012

Music of the Night.

A música... você pode não gostar, desprezar, ouvir de má vontade, às vezes obrigado, por acidente...
Mas sabe o mais estranho? Com o tempo ela gruda na cabeça, como aquele chiclete que gruda na roupa, aquele maldito e inconveniente chiclete.
Às vezes você consegue acabar gostando ou pelo menos se acostumando com a música, quando gosta dela corre o risco de deixar que seja a sua favorita, aquela que tem de ouvir todos os dias, às vezes até mais de uma vez.
Pode negar, mas de certa forma nos tornamos dependentes da música... sabe, em algum momento quando não pode ouvi-la, começa a cochichar baixinho ou deixar que ela se passe somente em sua mente. Pode estar ouvindo tantos outros sons, mas o que você queria era justamente aquele e só aquele.
Mas e quem disse que com o tempo ela não pode voltar a ser inconveniente?
Na verdade acabamos por enjoar da música a ponto de não querer mais ouvir, ela fica gasta, indesejável...
E sabe que com as pessoas não é diferente?
Se for analisar, as músicas e as pessoas tem isso em comum, conseguem nos viciar a ponto de fazer repudia-las mais tarde.
E que contradição.
Pois é... boa noite.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Dezessete anos, cinco horas e vinte e oito minutos... não meus.

Eu queria saber o que dizer, ter um roteiro meio pronto na minha cabeça só chegar aqui e ir soltando. Mas na verdade é tudo um improviso, bate a vontade, eu venho aqui e vou vomitando... vomitando o imaginário.
Improviso são legais, a gente nunca sabe o que pode sair, menos mal quando temos sucesso, o que na verdade ultimamente eu nem tenho tido, rs.
Mas eu não me importo, é mais pra mim do que pros outros. Não preciso saber que ninguém leu, basta ter posto pra fora. Estranho é essa coisa de mundo paralelo... sente coisas que normalmente não sentiria, faz e deixa fazerem coisas que normalmente não deixaria, e porque ein?
Ele vai tomando conta de pouquinho em pouquinho e por mais decadente que fique com o tempo, você é dependente daquilo e não consegue largar... e eu não to falando de drogas, na verdade não importa do que eu to falando. Fica aí imaginando, em algum aspecto pode fazer sentido... isso é a relatividade ou a coincidência, talvez a semelhança, sei lá.
Tu passa a dar importância pra umas mais pequenas mas não te dá conta das outras coisas que tu tá deixando passar por causa desse vício... tem vezes que tu nem vê a luz do dia mas te sente saciado.
No momento eu me sinto assim, vejo a luz do dia por pura obrigação de ter que passar pelo pátio algumas várias vezes e o meu maior contato com o sol é até umas 4 quadras daqui.
Logo eu que gosto da sensação de liberdade e ar livre, agora presa aqui HA HA HA.
Não tem graça nenhuma, na verdade não tem nada... não é pra parecer incomodo.
Pra mim o importante é a felicidade, ela poderia ser maior, mas neste momento eu me sinto bem então que exploda todo o resto, e cá estamos nós com mais um improviso sem sucesso, é isso ae.

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Untitled.

Bom é quando encontra alguém com pensamentos semelhantes aos seus... bom mesmo. E eu estava falando do Charles Bukowski, mas juro que também pensei na Hemanuelle.
Eu já não sei mais porque ainda venho aqui, a minha inspiração ficou lá atrás, o que eu ainda tenho de sobra é tempo e imprudência... sem falar que, como eu já tinha comentado: esse traço piscando aqui e me pedindo pra escrever mais e mais é realmente tentador.
E daí que eu poderia estar lendo um livro ou evitando olheiras agora, poderia não estar ouvindo essa minha cpu chiando e nem dizendo "dae" ao invés de "daí" só porque me lembra um casal de amigos queridos. Mas eu já nem me importo com o amanhã mesmo, acho que a curiosidade costumava me mover e agora nem ela... talvez se ainda movesse eu já teria tentado suicídio, porque eu vou confessar que uma coisa que eu sempre quis saber é como é a morte.
Eu acordo mesmo à tarde porque eu sei que a comida tá me esperando e se tem uma coisa nessa vida que eu gosto de fazer é comer. Mas porque eu to falando disso mesmo? Deixa pra lá, né.

Charles Bukowski

"Estávamos todos juntos nisso. Todos juntos num grande vaso cheio de merda. Não havia escapatória. Todos desceríamos juntos com a descarga."

Charles Bukowski

"Um intelectual é um homem que diz uma coisa simples de uma maneira difícil; um artista é um homem que diz uma coisa difícil de uma maneira simples."

Charles Bukowski

"Eu estava longe de ser uma pessoa interessante. Não queria ser uma pessoa interessante, dava muito trabalho. Eu queria mesmo um espaço sossegado, e obscuro pra viver a minha solidão; por outro lado, de porre, eu abria o berreiro, pirava, queria tudo, e não conseguia nada."

Charles Bukowski

"Cada vez que você paga alguém para dizer a você o que deve fazer, você é um perdedor. E isto inclui seu psiquiatra, seu psicólogo, seu operador de bolsa de valores, seu professor e seu etc (...) Não há nada que ensine mais do que se reorganizar depois do fracasso e seguir em frente."

Morto.

"Porque tenho que chegar aos 51 para poder pagar o aluguel com meus livros? Quero dizer, se estou certo e escrevo igual, porque demorou tanto? Tive que esperar que o mundo me entendesse? E, se ele me entende, como estou agora? Mal, é isso."
Charles Bukowski.

Charles Bukowski

"As garotas pareciam boas à distância, o sol provocando transparências em seus vestidos, refletido em seus cabelos. Mas chegue perto e escute o que elas tem na cabeça sendo vomitado pelas suas bocas. Você ficava com vontade de cavar um buraco sobre um morro e ficar escondido com uma metralhadora."

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Charles Bukowski

"Bem, todos morrem um dia, é simples matemática. Nada de novo. A espera é que é um problema."

Charles Bukowski

"O amor é uma espécie de preconceito. A gente ama o que precisa, ama o que faz sentir bem, ama o que é conveniente. Como pode dizer que ama uma pessoa quando há dez mil outras no mundo que você amaria mais se conhecesse? Mas a gente nunca conhece."

Charles Bukowski

"É este o problema com a bebida, - pensei, enquanto me servia dum copo - se acontece algo de mau, bebe-se para esquecer. Se acontece algo de bom, bebe-se para celebrar, e se nada acontece, bebe-se para que aconteça qualquer coisa."

Charles Bukowski

‎"...sabia que tinha alguma coisa fora do lugar em mim. Eu era uma soma de todos os erros: bebia, era preguiçoso, não tinha um deus, idéias, ideais, nem me preocupava com política.
Eu estava ancorado no nada, uma espécie de não-ser. E aceitava isso. Eu estava longe de ser uma pessoa interessante. Não queria ser uma pessoa interessante, dava muito trabalho.
Eu queria mesmo um espaço sossegado e obscuro pra viver a minha solidão. Por outro lado, de porre, eu abria o berreiro, pirava, queria tudo e não conseguia nada.
Um tipo de comportamento não se casava com o outro. Pouco me importava."

domingo, 1 de abril de 2012

You, wait till tomorrow...

Aquele momento em que você liga uma certa música que te lembra uma pessoa em específico... mas olha, eu escrevendo pra uma pessoa? Não, claro que não.
Mas é estranho, você sai, vê pessoas, conversa com várias delas assuntos bem variados, passeia de roda em roda, ouve diversos assuntos, uma música boa de fundo, de canto. Com muita sorte consegue quebrar uma garrafa cheia de rum que nem ajudou a pagar... bebe um pouco do copo de cada um, mistura várias coisas sem nem se importar com o resultado, menos mal que ele é, na maioria das vezes, satisfatório, pelo menos.
Então de repente chega em casa, vê, lê, lembra e pensa sobre algumas coisas e descobre que mesmo com tudo isso, talvez se dependesse só de mim eu nem sairia de casa, na verdade eu viveria aqui no meu mundo fechado onde algumas pessoas são mais fechadas ainda mas mesmo assim, é confortável, é quentinho ficar aqui.
Quando eu dou sorte ainda vem alguém que eu gosto me visitar, alguém que sempre faz meu coração pular e sem nem encostar em mim, na verdade às vezes falando comigo da forma mais torta o possível me faz sentir viva e bem. Que merda é essa ein?
Eu não quero falar sobre isso, não mesmo. Na verdade eu só quero falar que ouvir Silverchair me faz escrever e querer dizer coisas que eu não posso, é perigoso.
Mas então, a vida sempre se mostrando estranha, te fazendo lembrar de coisas bem aleatórias em momentos mais ainda... e aquela senhora que na infância te pedia pra ir na venda e te dava um real de balas? Tanta coisa se apaga instantaneamente da minha memória e isso se escondeu por anos e resolveu aparecer hoje numa hora bem inusitada, sei lá.
Só sei que eu preciso dormir e que esse travessão do editor de texto piscando, me pressionando a falar sempre mais, a pensar mais rápido, a falar coisas que eu não devia... isso me dá nos nervos.
Onde quer que esteja, quem quer que seja e se mente ou não... isso mesmo. Ele é seu, pelo menos nesse ano que se passou, nada vai me fazer esquecer.
E a propósito: PLEASE, DIE ANA.