domingo, 23 de setembro de 2012

O que escrever sobre este momento? Sobre ele e sobre qualquer coisa... por onde anda aquele meu ânimo? Ânimo de escrever mesmo, de ir soltando as coisas sem vergonha e me acabar rindo no final, vendo que era tudo bobagem.
Às vezes eu gosto de ser inconsequente, mas só às vezes... o resto do tempo eu sou sem gostar, ou sem nem me dar conta. Quem se importa? A tendência mesmo é só se importar depois que a merda foi feita e não tem volta. E aí, meu querido, se fode. Já foi.
O triste é que pra algumas coisas não tem isso de meio termo... é ou não é, simplesmente.
Tu tens a opção de te programar, tudo bem detalhado, bonitinho e aí chega na hora H e sai tudo errado ou diferente... imprevistos mil e entre outras coisas: decepção.
Também podes decidir de última hora e simplesmente fazer, mas não foi acertado anteriormente, então falta isso e aquilo, e a porra toda não dá certo de novo. Que merda ein.
Deixa rolar, cara... tudo no seu tempo. Vai dar uma caminhada, acende um cigarro e fica ouvindo só ele queimando bem devagar enquanto você traga. Senta uns minutos no banco da parada de ônibus... olha as estrelas, ouve as rodas no chão.
É o ônibus perto de ti.
Vai lá, entra logo... vai sem rumo. Senta na janela e escora sua cabeça, deixa ela bater enquanto você sente aquele vidro gelado, enquanto passam aqueles faróis voando.
Desce onde der na telha, dá uma caminhada, conhece o local... torce pra não ser assaltado, tá? Única precaução.
E então continua, eu não sei... se eu disser tudo que você tem que fazer, a coisa perde a graça, né?

sábado, 22 de setembro de 2012

A tábua.


Era uma vez um garoto que tinha um temperamento muito explosivo.
Ele recebeu um saco cheio de pregos e uma placa de madeira, o pai disse a ele que martelasse um prego na tábua toda vez que perdesse a paciência com alguém.
No primeiro dia, o garoto colocou 37 pregos na tábua, já nos dias seguintes, enquanto ele ia aprendendo a controlar sua raiva, o número de pregos martelados por dia foram diminuindo gradativamente e ele descobriu que dava menos trabalho controlar sua raiva do que ter que ir todos os dias pregar diversos pregos na placa de madeira.
Finalmente chegou um dia em que o garoto não perdeu a paciência em hora alguma, ele falou com seu pai sobre seu sucesso e sobre como estava se sentindo melhor em não explodir com os outros. O pai sugeriu que ele retirasse todos os pregos da tábua e que a trouxesse para ele.
O garoto então trouxe a placa de madeira já sem os pregos, e entregou a seu pai e ele disse:
-Você está de parabéns, meu filho! Mas dê uma olhada nos buracos que os pregos deixaram na tábua, ela nunca mais será como antes.
Quando você diz coisas estando com raiva, suas palavras deixa marcas como estas. Você pode enfiar uma faca em alguém e depois retirá-la, não importa quantas vezes você peça desculpas, a cicatriz ainda continuará lá. Uma agressão verbal é tão ruim quanto uma agressão física. Amigos são como jóias raras, eles te fazem sorrir e te encorajam para alcançar o sucesso. Eles te emprestam o ombro, compartilham dos teus momentos de alegria, e sempre querem ter seus corações abertos para você.
Dê valor a isso, procure se controlar!