quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Ana... and I need you now, somehow. Open fire...


Não, o nome dela não é Ana, o nome dela não importa. Só pra mim.
Eu não sei o que falar dela, Ana... um dia ela foi uma ameaça pra mim e no outro ela era a pessoa que estava entre nós. Na verdade nunca houve um "nós" e nunca houve ninguém entre a gente, mas também nunca houve um caminho... nunca houve nada além da minha imaginação, mas eu queria saber o que se passava na dela.
Poderia um dia eu perguntar, saberia parcialmente. Pelo menos baseando-me na reação dela, mas são riscos que nem vale a pena correr, seria algo que talvez acabasse com o que ainda nos sobra. Uma pitada de respeito, quem sabe um carinho, umas lembranças bobas de situações onde nem éramos nós, mas fingíamos ser.
Ou éramos nós e fingíamos não ser... eu prefiro a segunda opção. Eu quero que seja, é o que eu imagino ser.
Porque Silverchair me lembra Ana? ...quer dizer, foi justamente ouvindo que me inspirei a escrever sobre esta personagem da minha vida. E é toda vez que ouço que lembro-me dela, e em tantos outros momentos.
Ah Ana... ela é uma figura engraçada, nós juntas somos... somos algo que ninguém mais é, e ninguém mais entende. Nós somos uma junção estranha de coisas distintas mas ao mesmo tempo tão próximas. Elas se completam! Ou nós... é difícil pra mim explicar, e eu não gostaria que ela se visse aqui, não gostaria que ela soubesse que penso nela mais do que deveria. Que às vezes eu imagino nossas figuras na chuva, nós dividimos um guarda chuva e eu fico tentando protege-la.
Ela gosta de fingir que não precisa de proteção, ela se parece comigo. Mas em contrapartida eu gosto de me ver cuidando dela, gosto de pensar na sua pele branquinha, nas olheiras de Sweeney Todd.
Que droga, Ana! Eu espero não ter estragado tudo.